Tempo de Recordar – nº 11

A FAZENDA PONTE ALTA

O complexo da Ponte Alta, localizado nas proximidades do logradouro de Santanésia, em terras de Barra do Piraí, foi erguido entre 1815 e 1829 por José Luís Gomes, o Barão de Mambucaba, que ali buscou desenvolver suas plantações de café. A fazenda – hoje uma pousada muito elegante, silenciosa e confortável – mantém ainda o grande pátio utilizado para a secagem do café, o engenho com roda d’água e suas históricas senzalas, em cujas instalações encontra-se montado um pequeno, porém rico museu que relembra com muito apuro a saga dos escravos que por lá batalharam.

Em 1982, após a morte de Nellie Pascoli, sua então proprietária, assumiu a casa sua sobrinha Evelyn Pascoli, também falecida há cerca de dois anos. Hoje seu irmão Ricardo e seus demais sobrinhos herdeiros administram a antiga herdade com bastante competência.

Quase todos os móveis da fazenda são dos séculos XVIII e XIX, não lhe faltando também magníficos exemplares de livros rarísssimos e amplas e refrescantes áreas verdes para caminhadas e cavalgadas.

Na década de 50, a Ponte Alta atraiu inclusive o Presidente Getúlio Vargas, que lá celebrou seus últimos cinco aniversários de nascimento.

 FAZENDA SANTA CLARA

Uma das maiores – senão a maior – fazendas do vale do Paraíba, Santa Clara localiza-se bem junto à divisa com Minas Gerais, nas cercanias do rio Preto e próxima de Valença. Conhecida como “A Mansão dos Fortes”, foi também um dos mais profícuos e respeitáveis centros cafeicultores daquela região, tendo sido fundada nos últimos anos do século XVIII. Segundo consta, seu conjunto possuía 1.222 janelas, mas atualmente existem apenas 265, das quais 30 são apenas pinturas que imitam com rara perfeição – pelo menos quando vistas de uma certa distância – as janelas verdadeiras do conjunto geral.

Santa Clara é uma das poucas fazendas de café que ainda mantêm intactas as centenárias características de suas senzalas, sendo a única a preservar a masmorra onde eram trancafiados os escravos. Foi a propriedade mais amada de Theodoro de Souza Fortes, o Barão de Santa Clara, que a recebeu como herança de sua irmã, a Viscondessa de Monte Verde (Maria Teresa de Souza Fortes).

FAZENDA PAU D’ALHO

Com peculiaridades que oscilam harmoniosamente entre as linhas coloniais e o belo estilo neo-clássico introduzido no Brasil pela famosa Missão Francesa, a Fazenda Pau d’Alho foi construída na encosta de uma colina bastante ensolarada, assumindo, por consequência, as feições e a postura de uma pequena e elegante fortaleza.

Uma das suas mais visíveis e importantes características, todavia, é a existência do quadrilátero funcional da época do café, com várias construções de apoio circundando o amplo terreiro de secagem, hoje transformado, infelizmente, em um belo, mas destoado gramado no centro do complexo fazendário.

No século XIX, Pau d’Alho pertenceu a duas famílias muito influentes na área de Valença: os Silveira Vargas e os Pentagna.

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Uma resposta para “Tempo de Recordar – nº 11

  1. Luiz Carlos

    Olá Karla,
    Muito legal essa matéria sobre algumas Fazendas da Região. Tenho uma tia que tem um sítio em Barra do Piraí e já ouvi algumas histórias sobre a Fazenda Ponte Alta. Bem legal…
    Beijos.

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