Tempo de Recordar – nº 16

Por Sebastião Deister

A EMANCIPAÇÃO DE MIGUEL PEREIRA

Atrelados à administração de Vassouras desde suas origens, Miguel Pereira e Governador Portela iniciaram seus movimentos políticos de emancipação entre os anos quarenta e cinquenta, quando figuras do porte do Dr. Francisco Alcântara Gomes, Manoel Guilherme da Silva, Dr. Osvaldo de Araújo Lima, Dr. Heitor Gouvêa Lima, Dr. Arthur Adolpho Wangler, Dr. João Plínio Werneck, Aymar Ferreira Gomes, Frederico Augusto da Senna Wangler, Manoel Guilherme Barbosa e Celso Martins Filgueiras passaram a batalhar como vereadores na Câmara daquela cidade, lá dando partida  a constantes solicitações de um plebiscito visando à liberação político-administrativa de nossa terra.

Entre 1951 e 1954, durante a gestão do professor Cornélio José Fernandes Netto como Prefeito de Vassouras, – que nos bastidores apoiava a causa miguelense – as pressões políticas intensificaram-se sobre os governantes vassourenses e também junto ao governo do Estado, para isso concorrendo os incansáveis trabalhos de persuasão desenvolvidos em Miguel Pereira e Portela por notáveis figuras de nossa História, tais como Gastão Gomes Leite de Carvalho, Wilson Moraes, Francisco Marinho Andreiolo, João Deister, Francisco Ramos Bernardes, Darcy Jacob de Matos, Joaquim Pereira Soares, Ismael Pereira Soares, Álvaro Medeiros, Olímpio Lavinas, Francisco Badenes, José Guedes, Oliveiros de Castro Martins, José Antônio da Silva, Corintho de Almeida, Aristolina Queiroz de Almeida, Américo Vilela, Antônio da Silva Valente, Oswaldo Duarte dos Santos, Adalmar Corrêa da Silva, Mário Lopes Rêgo, Antônio Soares Vieira, João da Silveira Duarte, Dr. Manoel Vieira Muniz, Geúdece Lopes Ribeiro, Paulo Lebre, Aynaro Pereira Leitão, Venícius Ferreira Gomes, Izaac Monteiro, Almir de Nonno, Alvanir de Lima Ferreira, Álvaro Caria e dezenas de outras eminentes figuras públicas de nossa região…

Por consequência, a Assembléia Legislativa do Rio de Janeiro determinou a realização de um referendo popular no dia 15 de novembro de 1954, colocando-se para tanto uma urna em Vera Cruz, seis em Portela e sete em Miguel Pereira, as quais receberam os seguintes totais de votos:

 

LOCAL

SIM

NÃO

BRANCOS

NULOS

M. PEREIRA

895

7

1

1

PORTELA

731

23

4

2

VERA CRUZ

57

0

0

0

TOTAIS

1.683

30

5

3

 

Uma vez propalado esse inquestionável resultado, nada restou a Vassouras senão aceitar a emancipação de Miguel Pereira e Portela, criando-se assim na região uma nova célula política. Já no ano seguinte, no dia 25 de outubro de 1955, o então Governador do Estado do Rio de Janeiro, o professor Miguel Couto Filho, assinava a Lei nº 2.626 que criava o Município de Miguel Pereira, tendo como 2º Distrito Governador Portela. Por sua vez, Conrado somente viria compor nosso território em 1987.

O PRIMEIRO GOVERNO MIGUELENSE

Após as eleições realizadas em 3 de junho de 1956, Miguel Pereira conheceu seu primeiro governo autônomo, composto pelos seguintes nomes:

PREFEITO – Frederico A. da Senna Wangler (Fritz)

VICE-PREFEITO – Antônio de Oliveira Valente

VEREADORES – Francisco Ramos Bernardes

                                      Darcy Jacob de Matos

                                     Antônio Soares Vieira

                                    Aristolina Queiroz de Almeida

                                   Oswaldo Duarte dos Santos

                                   Américo Vilella

                                  Álvaro Vieira Caria

                                 José Antônio da Silva (Zé Nabo)

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3 Respostas para “Tempo de Recordar – nº 16

  1. vera contrucci

    um absurdo não haver disponibilidade de uma listagem de todos os prefeitos eleitos para Miguel Pereira até os dias de hoje (2009)

  2. Denir Lauriano Ferreira

    Lembro-me que o prefeito Fritz era muito querido pela população, andava pelas ruas distribuindo balinhas para as crianças e com isso conseguia a simpatia dos eleitores.
    Denir L. Ferreira

  3. ilson roberto da costa

    De inestimável valor a maravilhosa contribuição de Sebastião para a sociedade, os estudantes, os miguelenses nativos e chegados. Muito bom, quando nos dedicamos a tantos afazeres que não deixamos tempo nem mesmo para coisas que amamos, saber que existe alguém se dedicando à historiar e compartilhar a existência de nosso Município, nossa Cidade!
    Obrigado, Professor “Tião”!

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