Tempo de Recordar – nº 7

O BARÃO DE VASSOURAS

Por Sebastião Deister

Filho de Francisco José Teixeira (1780-1866) e de D. Francisca Bernardina do Sacramento Leite Ribeiro (1781-1864) – casal agraciado pelo Império como Barões de Itambé – FRANCISCO JOSÉ TEIXEIRA LEITE, titulado Barão por Decreto Imperial expedido em 17 de maio de 1871 e em seguida Barão com Honras de Grandeza em 18 de novembro de 1874, nasceu em São João d’El Rey em 17 de maio de 1804 e faleceu em Vassouras aos 80 anos, no dia 12 de maio de 1884.   

Em um primeiro casamento, esposou sua prima Maria Esméria Leite Ribeiro, nascida em 13 de dezembro de 1814 e falecida em 11 de novembro de 1850, gerando com ela 7 filhos. Enviuvando, casou-se uma segunda vez, tomando como mulher outra parenta sua – D. Alexandrina Teixeira Leite – nascida em 11 de maio de 1834 e morta em 22 de novembro de 1880, com ela tendo mais 11 filhos.

Ao lado dos irmãos Joaquim José, João Evangelista e Carlos Teixeira Leite, o Barão de Vassouras participou ativamente dos movimentos políticos destinados a levar para Vassouras um trecho da Estrada de Ferro D. Pedro II, travando sérias polêmicas com a família Faro, do Barão do Rio Bonito, que também cultivava essas mesmas pretensões.

Francisco José foi, provavelmente, o mais abastado de todos os financistas de Vassouras ao longo do Segundo Império, viabilizando com sua fortuna dezenas de obras públicas na cidade, intermediando a intensa produção de café oriunda das diversas fazendas da região – já que possuía casas de comércio no Rio de Janeiro – e cedendo empréstimos aos grandes plantadores da época.

Grande amigo do Barão de Campo Belo (Laureano Corrêa e Castro), teve o prazer de ver o irmão Joaquim José Teixeira Leite casar-se com uma das filhas de Laureano – D. Ana Esméria Corrêa e Castro – de cujo enlace nasceram Francisca Bernardina Teixeira Leite e Eufrásia Teixeira Leite, esta a herdeira da magnífica Casa da Hera deixada pelo pai e a notável dama que tanto beneficiou Vassouras em seu testamento.

O Barão não foi cafeicultor, mas de seus bolsos jorraram vultosas quantias que possibilitaram a numerosos fazendeiros e sitiantes vestir as terras vassourenses com quilométricas plantações de café, o que permitiu àquela cidade ganhar  notáveis ares de prosperidade durante o século XIX e atrair para suas glebas outros famosos nobres, fato que acabou por lhe conferir o justo título de Cidade dos Barões.

Na antiga área de Vera Cruz, o Barão recebeu como pagamento de uma dívida as Fazendas Boa Vista e Bela Vista, englobadas posteriormente pelo seu neto Edgar Teixeira Leite sob o nome de Fazenda da Igapira, isto é, “nascente do rio”, pois justamente ali nasce o rio Santana que corta a área de Miguel Pereira. Esta propriedade ainda se encontra em mãos da família, sendo atualmente administrada pela senhora Maria Inês Teixeira Leite Rocha Santos, bisneta do Barão de Vassouras.

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2 Respostas para “Tempo de Recordar – nº 7

  1. roberto fernandes carlos

    posso visitar a fazenda, pois estarei em vera cruz nos dias, 23, 24 e 25/03/2012, já andei muito a cavalo na fazenda nos anos 70, quem sabe não encontro alguem da minha epoca, seria maravilhoso, hoje moro em araruama regiao dos lagos mais nao deixo e ir a vera cruz. um forte abraço,
    roberto (Beto) (Sitio Chapeuzinho Vermelho, que ja nao pertence a minha familia).

  2. Luiz augusto tondato

    Gostei da historia
    Tondato

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